O tempo é impetuoso, incansável, sem remorso de voar e não te dá tempo para raciocinar duas vezes. 

Tem se passado anos, tenho sentido na pele, no corpo, na alma, tenho envelhecido cada dia que passa e não posso voltar atrás para consertar um erro, ou agir de modo imprudente para colher amargamente a dor das escolhas erradas.

Nessa enorme teia de destinos, nenhum é paralelo, os atos afetam as pessoas, egoísta ou não, é questão de não haver outra opção.

Complicado é tentar desvendar qual o caminho certo a percorrer, qual irá machucar menos pessoas, e qual não irá me machucar, difícil escolha, e não existe a palavra “desistência”. Ser bom e perder, ser mal e perder, ou talvez seja só questão de não ser persistente o bastante para acertar o centro do alvo.

Eu não sou mais o garotinho gordo de franja de 2010, mas, as vezes sinto saudade das expectativas que ele criava em torno do mundo colorido mascarado de preto que ele vivia.

É só mais uma segunda-feira, é só mais um ano, talvez daqui dois eu esteja magro, com um anel no dedo e chorando por algum problema que na hora pareça não haver solução.

A corrente da âncora enferrujada se rompeu e agora tô naufragado no mesmo mar, mas, minha bussola me mostra outro horizonte que parece não existir, ah rumo por que faz isso comigo?

(Viva segunda-feira - 13.mai.2013)